Os bancários de Minas Gerais abrem nesta sexta-feira, 18, os debates da campanha salarial nacional da categoria. Serão cerca de dez conferências regionais até 12ª Conferência Nacional dos Bancários, em 23 a 25 de julho que definirá a estratégia e pauta de reivindicações da Campanha de 2010. A Conferência Mineira será realizada em Belo Horizonte até o domingo, 20 de junho. O presidente do Sindicato dos Bancários de Uberaba, Maurício de Sousa e demais diretores estarão participando do evento. Para subsidiar os debates, os sindicatos realizaram uma consulta à categoria sobre os principais itens da campanha salarial. Na pesquisa local, feita por amostragem em todos os bancos, a maioria dos trabalhadores gostaria que fosse reivindicado aos banqueiros um reajuste de 10%, que significaria a inflação projetada de 5% mais 5% de aumento real. As prioridades definidas pelos bancários da cidade são: aumento real (índice acima da inflação) e maior Participação nos lucros e resultados; maior cesta-alimentação; fim das metas abusivas e combate ao assédio moral; garantia no emprego (ratificação da convenção 158 da OIT) e mais contratações. A consulta feita em todo o país servirá de parâmetro para a definição de diretrizes da campanha salarial. "Ao definir a estratégia e pauta da campanha salarial, estamos buscando ampliar a participação democrática da categoria. Vamos debater profundamente cada tema para obter a unidade nacional e buscar novas conquistas para os bancários", ressalta o presidente do Sindicato dos Bancários de Uberaba, Maurício de Sousa. A Conferência Nacional da categoria irá trabalhar com quatro eixos temáticos: remuneração (direta e indireta), emprego, saúde e segurança bancária e sistema financeiro. A data-base dos bancários é 1º de setembro.
Bancos já concordam em oferecer tratamento médico pós-assalto - Os bancários vítimas de assaltos e sequestros enfim poderão ter acompanhamento médico e psicológico. Foi que o admitiu a federação dos bancos (Fenaban) na terceira rodada de negociação sobre segurança bancária realizada entre os representantes dos bancários e a Fenaban, na quinta 17. No entanto, os banqueiros insistem na mediação da avaliação médica e continuam dizendo não à reivindicação da categoria de estender também à família do trabalhador o direito ao mesmo tratamento, já que muitas vezes os familiares também são sequestrados junto com o bancário. A Fenaban também concordou em destacar um preposto da empresa, que poderá ser o advogado ou não, para acompanhar os bancários na delegacia para que o Boletim de Ocorrência (BO) seja registrado, conforme defendido pelos trabalhadores. Os bancários defendem ainda o o fim da guarda das chaves do cofre pelos bancários ou vigilantes, com a contratação de empresas especializadas em segurança (já feito em alguns bancos) ou a implantação de controles eletrônicos. A Fenaban, no entanto, recusou a proposta. Mas os sindicatos vão insistir na medida. Em relação à transferência de bancários sequestrados para outras unidades do banco, a Fenaban garantiu a avaliação da solicitação e (se possível) atendê-la. Os bancos também concordaram em indicar um representante (de preferência advogado) para acompanhamento dos bancários no reconhecimento e identificação de suspeitos na polícia. O pedido dos bancários de emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) para quem presenciou o assalto, consumado ou não, foi novamente recusado. A Fenaban só aceitou o preenchimento da CAT após diagnóstico médico. E também recusou o fechamento imediato da agência no dia da ocorrência, que para os patrões depende de uma avaliação técnica do quadro de saúde dos empregados no momento. A obrigatoriedade de efetuar o boletim de ocorrência foi bem debatida e pode virar item da convenção coletiva. No final, a Fenaban reclamou da segurança pública e os bancários da responsabilidade social das empresas. Próxima rodada – A próxima rodada de negociação sobre segurança está marcada para 20 de julho, quando serão discutidas medidas preventivas e indenizatórias. O objetivo é que as negociações resultem em proposta com regras e procedimentos a serem seguidos pelos bancos, que depois de aprovada, seja incluída na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. Outras três mesas estão em andamento: igualdade de oportunidade, com negociação marcada para quarta-feira 23 de junho; saúde e condições de trabalho, com rodada prevista para 24 de junho; terceirização, sem data definida. Essas discussões irão contribuir para os debates da Campanha Nacional Unificada dos Bancários.Contraf-CUT exige assistência às vítimas de assaltos e sequestros na Fenaban